Carta de um Fã;

Uma excelente desocupada me conta (nos conta) um história.

Então gente, hoje dia 3 de Janeiro, voltei para o meu pc depois de uns dias em Botucatu.
Fiquei MAIS E MAAAIS do que feliz ao checar meu email, e ver a primeira (de muuitas) cartas, emails, de fãs, UASHUASHAUSH.
Sim. sim. Não fiquei surpresa ao ver o endereço:
garota.anonima@yahoo

Se você estiver lendo este post, saiba que tive um problema imenso de preguiça ao ler seu conto... Mas no fim gostei, e vou postar aqui.
Meus pontos de vista e comentário foram acrescentados entra os travessões.
Espero que me mande mais cartas anonima do yahoo UASHUASH
posso te chamar assim né?


Cara, Débora.

Meu nome é Renata*, e estou mandando esse email, contando um pouco do sofrimento que passei hoje mesmo cinco horas antes. Pode ser meio inesperado, mas espero ter alguém com quem conversar e contar a você coisas... Quer dizer, pelo seu blog você parece bem legal... – sim eu sou – lá vai.

Eu estava no carro em algum lugar de alguma BR... Dormia na volta exaustante para São Paulo capital (cidade onde moro), do Guarujá depois de um reveillon na praia – tive invejinha de você, até ler o final da história aí passou – Até aí estava muito bem.

O carro estava apertado por dentro e por fora. Por fora um engarrafamento terrível, por dentro, meu irmão mais velho JB – me pergunto de que seja esse JB, João Benício, Justin Bieber... – que insiste em ser extremamente pervertido conversava alguma coisa com meu tio e seu melhor amigo loiro incrivelmente gostoso que sim admito ter acontecido coisas bem interessantes na virada do ano – vai fundo garota! – mesmo ele sendo imaturo como meu irmão e não OLHAR na minha cara após. Mas isso não tem nada a ver.

De qualquer forma o papo entre os homens era desinteressante e por isso eu dormia tranquilamente no carro PARADO na rodovia.

O celular da minha tia tocou me acordando de um sonho que prefiro não revelar – pode sim, você é anônima deer – ela falou calmamente no telefone e eu acordei limpando a fina baba que tinha se formado em meu queixo, os dois meninos dormindo e em mim a sensação familiar que acontecia todo mês ao acordar de manha. – haha, tive de rir – Sim sim, eu dormia na minha própria poça de sangue... tinha acabado de manchar e “nojentar” o meu vestido novo e CARO da Farm. – muita peninha.

Em reflexo levantei o bum bum, por sorte não tinha manchado tanto ao ponto de transbordar para o lado do meu irmão que roncava em seu décimo sono profundo.

“ Tia Elena “ sussurrei “ Acho que estou menstruada”

“O QUEEE? MENSTRUADA?” ela se assustou e gritou acordando todos os viajantes.

Corei e odiei cada segundo em que me olhavam intrigados.

“Aventurada, tia, essa viagem está aventurada” deeeeeer, tentei.

Todos pareciam ter caído, perfeito.

Suspirei soltando todo o ar desesperado, e no bolsão puxei o “pequeno príncipe” e arranquei a ultima página. Me chame de idiota, mas me doeu ao puxar a página do livro que para mim é o mais perfeito – ta legal, você é meio idiota – e com uma caneta bic preta escrevi apressadamente.

Tia, sim estou menstruada, por favor, sem escândalo preciso parar em algum lugar!

Joguei, ela leu de olhos arregalados e mostrou para meu tio que soltou uma risada abafada.

Os dois garotos estavam muito distraídos e não perceberam exatamente a nova tensão no ar. “Bom Lena, não a nada que eu possa fazer nesse tráfego” meu tio mordeu o lábio ressecado para não rir.

Ambos olharam para mim com pena. Coloquei os fones no ouvido e pensei em fingir dormir novamente, mas o baque do carro acelerando na velocidade máxima tentando costurar por entre os carros.

Acho que o motorista finalmente entendeu o fato de que seus bancos de pano do Renault que estariam manchados no fim do dia. Não era charmoso?

“Mas que porra é essa?” meu irmão reclamou.

“Meu querido, nós... temos uma emergência”

Ele franziu o cenho e me encarou com o olhar confuso.

“Que foi moleque?” falei indiferente.

Ele deu de ombros.

Depois de mais alguns minutos paramos em um “Ajuda ao usuário”. É eu também não sabia para que significava... Mas tinha banheiros.

Com um moletom amarrado a cintura, agarrei minha bolsa marron Miu miu e fui batendo apressadamente os chinelos no asfalto.

Tirei moletom no banheiro analisando o estrago causado.

“ Renata?” Uma voz familiar do outro lado.

Abri a porta e coloquei minha cabeça bagunçada para fora. “ O que foi”

“A sua... Bem... A sua tia mandou isso”.

O amigo loiro, ser perfeito com cicatriz no queixo e óculos de grau retangular que eu simplesmente venerava – isso temos em comum, na verdade começo a achar que venerar óculos já esta ficando clichê, pergunte a minha amiga L – com uma sacolinha azul e dentro uma calcinha e um OB. – aposto que vocês são bem íntimos agora.


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