- Isso ta chegando? - Larissa gritou jogando mais uma garrafa de champanhe vazia.
Já foram quatro.
- Relaxa, que é ali - apontou pra uma casa gigantesca e aberta, com música alta.
Seguindo em fila viram dois garotos bem novos fumando.
Um deles riu olhando para dentro da casa, quase vazia, com alguns outros homens conversando e duas outras mulheres.
- Claro - o outro respondeu sem pensar - Entra aê.
Com sorrisos já bagunçados foram entrando na casa e não demorou nada até as três se separarem.
Merda. Pensou Larissa. Qual o problema de beber com as primas tranquilamente e também com uns caras muito gatos no reveillon depois de um término de quase casamento? As pessoas ainda diziam gatos? Ainda quase-casavam? Quer dizer, noivavam?
Com a bebida subindo toda pra cabeça, começava a ficar tonta, foi procurar um lugar para sentar, frustrada.
- Opa, vem cá.
- O quê? - Ela olhou para trás, alguém tinha agarrado a sua mão e puxado para trás.
- De nada. - Um dos que estavam na porta segurava com a outra mão um copo de uísque.
- Pelo que? - pôs as mãos na cintura mostrando irritação depois de tirar sua mãe da dele.
- Você quase caiu na piscina!
Sue rosto de séria se deformou e explodiu em várias gargalhadas.
- Eu não ía cair, imbecil, vaza.
- Ok. Com a mão que estava livre, tocou- a no seu colo e empurrou na piscina.
- MAS QUE PORRA É ESSA?
Colocou a mão no bolso e deu goladas na bebida.
- Você é muito idiota. Qual o seu problema?
- Eu queria ver que sutiã você tava usando. - Riu terminando o conteúdo do copo. Jogou na grama e pulou. - Hora da calcinha.
Em meio aos gritos, soltava outras gargalhadas sinistras e xingava de
todo o seu repertório.
- Ta muito frio. - o garoto disse quando conseguiu silencio da parte dela.
Vencida pela cansado, Larissa apenas se abraçou e encostou na parede distante dele, que não demorou muito para segui-la.
- Quantos anos você tem? - apalpando seu braço de graveto, em seguida conferindo seu sorriso juvenil. - Essa de jogar na piscina é muito velha.
- Começa a tirar o grau... - percebendo ao reparar os olhos quase-sensatos dela.
Deu de ombros.
- Eu vou embora, já tive o suficiente.
- Vocês acabaram de chegar. Nem foram conversar com a Bernardete.
- Barbara.
- Há essa altura você sabe que essa casa não é a dela né?
Larissa tentou fingir indignação.
- É minha. - tentou aproximação novamente.
- Sendo assim eu quero mais um drinque. - Balançando os braços.
- Vou pegar alguma coisa pra gente, pode ser?
Fez que sim com a cabeça. Foi tremendo de frio e correndo esbarrando em tudo, com uma garrafa na metade do uísque que estava tomando.
- Pra esquentar.
Rudemente, ela pegou a garrafa e tomou vários goles que desceram bem mais dificilmente que o champanhe.
- Talvez seja melhor eu pegar outra garrafa. - o garoto disse impressionado.
Fez que sim com a cabeça. Mas ele não foi, pegou a garrafa de volta.
- Você está bem?
Mas ela não o deixou terminar, já estava com os braços em volta do seu pescoço e os lábios nos dele.
A ultima coisa que conseguiu lembrar antes de acordar pela manha em uma cama com o garoto.
Com toda sua experiencia, foi seguindo os rastros atrás das suas roupas. Voltou correndo para casa, achar suas primas.