Não sei se é luxo de cidade pequena, mas onde eu nasci e cresci, conheço pessoas que vi crescer, as vejo até hoje em qualquer lugar que eu vou, não porque as quero ver, porque não existem outros lugares... Mas não é uma crítica, nada de mimimi, acho que é um comentário sobre a ultima vez em que eu estive lá.

Pra falar a verdade eu fiquei meio deprimida, por notar tanta gente que eu gostei demais, há poucos anos - se você contar três anos como poucos - virarem completos estranhos. Magoa um pouco pensar que vivi relações tão rasas e frágeis.

Acho que talvez tenhamos nos dado valor um pouco demais e feito questão de menos... Muito orgulho atoa, em lugares e situações que não cabem.

Hoje eu cheguei, limpei a casa e fiquei pensando nisso, talvez eu deva prestar mais atenção nessas relações e cuidar mais delas sem medo de parecer uma bobona, iludida e menosprezada.

Não sei se aconselho, mas farei.


Às fatalistas

Em especial às fatalistas vasculhadoras,


É extremamente importante que você saiba que a vida vai além dos seus julgamentos de certo e errado, até porque ninguém é obrigado a ouvir toda sua gritaria, toda sua bobagem extrema sobre suas decepções em relação a mim.
Na verdade eu acho muita graça dessa sua cabeça tão pequena ao tamanho de uma uva e como sei por experiência própria que você nunca vai mudar eu dou total permissão. Permissão para ler esse blog, ou meu twitter, o meu facebook, olhar minha bolsa, meu armário e no fim, falar todo esse monte de merda que você quiser.

Estou pronta para qualquer atitude que você queira tomar em relação a isso, e estou mais pronta ainda pra ignorar qualquer sermão sobre decepção e como você é perfeita.
Até lá, boa sorte, aguardo a próxima visita.

A culpa é toda sua,

Fda-se